O
material organico é considerado indesejado para um biofilme voltado para a
nitrificação, por que permite que proliferem bactérias heterotróficas aeróbicas,
que vão competir tanto por oxigênio (Zhang et al 1994,1995) quanto por espaço
, e ainda tem a vantagem de ter uma velocidade de crescimento bem maior que as
nitrificantes (até cinco vezes maior - Grady e Lin, 1980). Quando maior a
concentração de matéria orgânica, menor é a nitrificação (Pano e
Middlebrooks 1983).
Essa redução da população nesses condições foi confirmada (Ohashi 1995).
Matéria orgânica particulada (MOP) também reduz a nitrificação, com redução
de 40% quando a MOP atingia valores de 0,2 a 10 ppm, e mais 10% se superasse
esse valor.
Por isso, nossa prática de remoção desse material ajuda tanto a estabilizar
esses sistemas, seja com a manutençao do filtro, como a rotina de trocas
parciais.
Por isso também, concentrações adequadas de oxigênio são cruciais para a
manutenção do processo de nitrificação adequado.
Outro parametro importante é o fluxo, e conforme os artigos que indiquei,
fluxos maiores permitem maior eficiencia do processo. Interferindo na
transferencia de massa de nutrientes, e na espessura do biofilme, além de
garantir um aporte mais regular de oxigênio(Chen 2006).
Dureza da água e biofilme!
Entretanto, vários estudos indicam que a água destinada ao consumo animal, deve ter as
mesmas características da água potável consumida pelos seres humanos e que para limpeza
das instalações deve-se usar água isenta de microrganismos, com baixo nível de dureza e pH
entre 6-8. Em resumo, para ter uma produção animal de qualidade deve-se dar à água uma
importância semelhante a que se dá a outros fatores de produção como instalações,
alimentação e manejo (VIANA, 1978; AMARAL, 2001).
A dureza da água refere-se, principalmente, à concentração de íons de cálcio e
magnésio em solução, formando precipitados devido aos carbonatos de cálcio e magnésio,
sendo expressa como mg/L de CaCO3. Em determinados níveis a dureza causa sabor
desagradável à água, incrustações nas tubulações, efeito laxativo e interferência na eficiência
de alguns medicamentos e desinfetantes, como por exemplo, a amônia quaternária que tem
sua efetividade diminuída (BLOCK, 1991; MOUCHREK, 2003; PENZ JUNIOR& FIGUEIREDO,
2003, GAMA et al., 2004; FAIRCHILD & RITZ, 2006).
A dureza da água influencia a capacidade de sabão e detergente em formar espuma,
característica que também deve ser observada na água utilizada em granjas, interferindo no
manejo de limpeza e desinfecção das instalações. VOHRA (1980) relata que a dureza não é
prejudicial às aves, a menos que os íons estejam presentes em quantidades tóxicas, podendo
ocorrer um aumento da mortalidade por doença cardiovascular (NERI et al., 1975). Especulase
se que a dureza da água estaria relacionada com o surgimento da síndrome do fígado
graxo em poedeiras, embora, JENSEN et al. (1977) não tenha conseguido demonstrar esta
relação, experimentalmente. Para água utilizada em granjas avícolas deve-se ter como ideal o
índice de dureza até 60 mg/L, tolerando-se índices até 110 mg/
QUALIDADE QUÍMICA E BACTERIOLOGICA DA ÁGUA UTILIZADA NA
DESSEDENTAÇÃO DE AVES
Nilce Maria Soares Q. Gama
PqC V – Unidade Laboratorial de Patologia Avícola/CAPTAA/Instituto Biológico
Ao
contrário do senso comum (acho que o Edson já deve ter visto algo assim também),
no biofilme convivem diversas cepas de bactérias, e até mesmo anaeróbias
encontram o seu espaço, graças à complexa organização dos canalículos no
seu interior.
Mas se esse biofilme se torna muito espesso (é aí que a visão da sujeira pode
ter lançado o tema à discussão), acredito que a tendência é de que se
reduza o teor de OD que alcance as camadas mais profundas, favorecendo a
anaerobiose.
Creio que o limite mínimo do OD é cerca de 4-5 ppm (não me lembro de cabeça
e nem estou com o trabalho na mão), para permitir o processo da nitrificação.
Em relação ao pH, é sabido que a acidez reduz a velocidade do processo de
nitrificação. Mas concordo com o Edson, acredito que possam havem determinadas
cepas mais eficientes nesse ambiente. Um dos motivos que alguns pesquisadores
defendem, é que a fração tóxica da amonia é que seria a captada pelas bactérias
nitrificantes, e como esta fração é menos disponível em pH mais baixo...
Essa
idéia de fluxos mais lentos, tem a ver com as mídias que procuram oferecer a
desnitrificação (conversão do NO3 em N2), processo anaerobico.
O biofilme é tremendamente aderido, e não vai ser "lavado" tão
facilmente. Inclusive, alguns filtros são desenhados justamente para permitir
um atrito contínuo entre as partículas, para conter o espessamento excessivo
do biofilme - o exemplo mais evidente são os de areia fluidizada (de eficiência
inquestionável).
No meu ponto de vista, é importante manter um fluxo bem distribuído, para
oferecer de maneira constante a todo o biofilme, tanto a amonia e nitrito, como
também o O2.
Da colocação do Edson, eu entendi que o problema do nitrito, vem da
possibilidade, em pH ácido, de ser desviado, ao invés de convertido para
nitrato, de originar o ácido nitroso, que por sua vez, seria acumulado.
De qualquer maneira, o nitrito também é o "elo fraco" da corrente,
sendo que as bactérias que o convertem, em geral, são mais facilmente
atingidas por alterações de parametros.
Após
algumas leituras, eis os primeiros "resultados". Lembrando que todas
experiências foram baseadas a nível científico em ambientes naturais ou criatórios
de larviculturas/pisciculturas, podendo haver resultados diferentes em aquários,
já que o tamanho e outros aspectos deste pode ser um fator limitante.
Ok ?
As observações em vermelho são de cunho pessoal.
Além das bactérias nitrificantes presentes no biolfime, há outros elementos
vitais para o eficiência do biofilme como micro-algas e cianobactérias,
principalmente em água com presença de íons salinos. O
grande obstáculo para a compreensão é que pouco se sabe sobre o tema biofilme
e os seres ali presentes, embora com o avanço da bio molecular e uso de novas técnicas
é possível identificar grupos filogenéticos e sua variação espacial e
temporal.
Nitrificação ?
A nitrificação é um processo realizado por dois grupos de bactérias autotróficas,
que utilizam carbono inorgânico como fonte de carbono, sendo o primeiro –
Nitrosomonas, responsável pela oxidação à nitrito, e o segundo -
Nitrobacter, pela oxidação do nitrito à nitrato (RAMALHO, 1983; ABREU, 1994).
A cinética da nitrificação é influenciada por diversos fatores ambientais,
tais como a relação C/N, temperatura, pH, alcalinidade, concentração de oxigênio
dissolvido (OD), toxicidade. A nitrificação é inibida pela aplicação de
elevadas cargas de matéria orgânica, que proporcionam o crescimento de
organismos heterotróficos, os quais competem por oxigênio e nutrientes com os
organismos autotróficos nitrificantes, segundo taxas de crescimento até cinco
vezes maior. O consumo de oxigênio livre devido aos organismos nitrificantes é
geralmente referido como a demanda nitrogenada de oxigênio.
Tanto bactérias nitrificantes como desnitrificantes
podem ser encontradas no mesmo biofilme, variando os parâmetros da água. Na
desnitrificação o nitrato gerado pela nitrificação é aproveitado por
organismos passando para forma de gás N2, e esta transformação tem como
intermediários alguns compostos tóxicos, razão pelo qual seu excedente deve
ser retirado do sistema. Entre as bactérias que convertem o nitrogênio gasoso
destaca-se o gênero heterotrófico Pseudomonas (facultativas)
Valores acima de 0,2mg/L inibe a desnitrificação para culturas puras.
Quais são as bactérias nitrificantes (água)
?
As bactérias nitrificantes fazem parte dos grupos a, b, e g-proteobactéria e são
responsáveis pela oxidação da amônia a nitrato via nitrito (nitrificação)
e seguido pela desnitrificação, que reduz o nitrato a
nitrogênio gasoso, processos que também reduzem o nível de amônia nos
tanques de cultivo. As subclasses b, e g-, da classe Proteobacteria, contém a
maior parte das espécies de bactérias nitrificantes, isto é, aquelas responsáveis
pela oxidação da amônia. Entre estas, se destacam os gêneros Nitrosomonas,
Nitrosococcus e Nitrospira (Bothe et al. 2000).
Em qual região do biofilme são encontradas ?
Hibiya et al. (2003) revelaram em seu estudo utilizando FISH que bactérias que
oxidam amônia estão distribuídas principalmente no interior do biofilme e as
demais bactérias, juntamente com as denitrificantes, estão localizadas nas
regiões mais externas.
Qual a sequência sucessional de
microorganismos em ambientes aquáticos ?
A seqüência sucessional de microorganismos no desenvolvimento de biofilmes em
ambientes aquáticos não têm sido muito investigada, sabe-se, no entanto que o
seu desenvolvimento ocorre através de uma
seqüência específica, porém os processos químicos e biológicos da sucessão
microbiana são pouco compreendidos (Rickard
et al. 2003b; Buswell et al. 1997; Wimpenny 1996; Cooksey &
Wigglesworth-Cooksey 1995).
As bactérias em sua maioria ficam aderidas ou
livres na água ?
Stolp (1993) afirma que bactérias podem superar os baixos níveis de nutrientes
na coluna d’água se aderindo a alguma superfície, na qual seu crescimento
será favorecido pela maior disponibilidade de nutrientes orgânicos. Outros
autores têm também discutido as possíveis vantagens de bactérias livres se
aderirem ao biofilme. Dang & Lovell (2000) consideram como vantagens das
bactérias aderidas o maior acesso a nutrientes, proteção contra toxinas
(biocidas, metais pesados e radiação UV), manutenção da atividade de enzimas
extracelulares e proteção contra predação. Pedrós-Alió & Brock (1983)
mostraram que bactérias aderidas são maiores, tem uma maior freqüência de
divisão celular e que foram responsáveis pela maior parte da absorção de
acetato que bactérias planctônicas.
O fluxo da água influência no
desenvolvimento bacteriano ?
Afirmaram ainda que a disponibilidade de substrato, a força de corrente ou
fluxo da água do sistema e a alimentação pelo zooplâncton são fatores que
podem controlar a abundância das bactérias na água em ambientes naturais,
enquanto que as forças que levam estes organismos aos substratos são
principalmente físicas (adsorção de matéria orgânica dissolvida e aderência
ao substrato) e químicas (localização de
sítios propícios à fixação e produção de biopolímeros).
Anésio et al. (2003) encontraram que bactérias livres e aderidas apresentam
diferentes funções metabólicas, sendo as bactérias livres mais abundantes
quando a disponibilidade de carbono orgânico dissolvido é maior, após esse
período, são as bactérias aderidas que irão predominar.
Em estudos realizados em áreas lênticas,
principalmente em estuário, nota-se um desenvolvimento maior e mais
diversificado de microorganismos no biofilme.
Qual a temperatura ideal ?
Amostras do licor misto de um SLA foram tomadas e submetidas a diferentes
temperaturas, tendo-se verificado que existe uma faixa ótima e diferente de
temperatura para as bactérias nitritadoras e nitratadoras. Verificou-se, também,
que com graus acima dessa temperatura ideal, não ocorre mais recuperação do
metabolismo quando o ambiente volta à temperatura ótima, porém quando a
temperatura é inferior à ótima, a recuperação é viável. Com os dados
gerados através do respirômetro também se pôde calcular o coeficiente de
Arrehnius e verificar que as bactérias que oxidam amônia a nitrito têm
desempenho melhor sob temperaturas mais altas, enquanto que as bactérias que
oxidam nitrito a nitrato resistem bem sob temperaturas mais baixas. Foi
verificado, ainda, que há uma inversão na taxa metabólica das bactérias
nitrificantes: com temperaturas até a faixa de 25 a 30ºC (faixa de transição)
as nitritadoras são as limitantes do processo de nitrificação; acima dessa
faixa de transição as nitratadoras se tornam as limitantes do processo
Em qual pH há melhor desenvolvimento
bacteriano (nitrificação) ?
Os resultados obtidos demonstraram que tanto os processos de nitritação quanto
o de nitratação são adequadamente descritos pela cinética de Monod. O
metabolismo foi afetado sem apresentar atividade em pH 4 e 5, já nos ph´s de
6, 7 e 8, a taxa de crescimento especifico apresentou crescimento crescente a
medida que se elevava pH.
Quais os métodos usados para a obstenção
dos dados precisados acima ?
Variando o tipo de pesquisa, basicamente:
Método de biologia molecular "Fluorescent in situ Hybridization"
(FISH) (Pernthaler et al. 2000), que permite enumerar e identificar grupos de
bactérias provenientes de amostras do ambiente.
Monitoramento da atividade bacteriana de um sistema de lodos ativados Bardenpho
por meio da respirometria.
Abraços!
* Não citarei a bibliografia por ser bastante
extensa. Caso alguém queira, passo as referências para posterior consulta em
MP.
** Vou pegar os questionamentos antes desta postagem e responderei logo após
para não ficar muito extenso e para que os interessados apenas nos
questionamentos não tenham que ler esta postagem enorme.
| Citação: |
| "Pedrós-Alió & Brock (1983) mostraram que bactérias aderidas são maiores, tem uma maior freqüência de divisão celular e que foram responsáveis pela maior parte da absorção de acetato que bactérias planctônicas. " |
| Citação: |
| Citação
de Helcias Bernardo de Pádua "Alguns aminoácidos sofrem decomposição bacteriana (anaeróbia), produzindo hidrogênio sulfídrico, indol e escatol, exalando odores, resultantes do processo de fermentação (decomposição). A curto prazo e em grandes quantidades do indol e escatol, pode-se obter concentrações tóxicas de fenolis, entre outros, o que ocasiona a morte de organismos nem sempre diagnosticada pelo criador. Outra possibilidade, é a que o nitrato sofra redução para nitrito e amônia." |
Dependendo
do nível de DO e outras características, pode coabitar milhares de
microorganismos no mesmo biobilme. Alguns exemplos:
Algas
bactérias fotossintetizantes: quando houver incidência de luz
bactérias quimiolitróficas: obtem energia a partir da oxidação de compostos
orgânicos e sua grande maioria é autotrófica, , i. e., utilizam CO2 como
fonte única de carbono. Entre elas estão:
Bactérias do hidrogênio (quimiolitotrófica facultativa)
Bactérias do enxofre
Bactérias nitrificantes
Bactérias do ferro (não fotossintetizantes, grande presença na água, podem
ser autotróficas ou mixotróficas)
Em pH neutro Fe2+ oxida-se com o oxigênio do ar espontaneamente em Fe(OH)3, que
é insolúvel. Portanto bactérias que obtém energia a partir da oxidação de
Fe2+ vivem em ambientes de pH ácido (acidófilas), como em rios que drenam
minas de carvão.
Abraços!
Cerâmicas
Ao contrário do que muitos pensam, a cerâmica tem vida útil sim. Embora elas possam durar para sempre é necessário fazer uma reciclagem com o tempo.
Se pegarmos as instruções dos grandes fabricantes de cerâmica veremos que eles recomendam trocar metade da cerâmica de seis em seis meses.
Isso não é somente para eles venderem mais, a cerâmica com o tempo entope devido a formação de biofilme. As bactérias vão crescendo uma em cima da outra e quando elas vão morrendo a estrutura celular continua lá, mas morta, assim com o tempo não sobra espaço para bactérias novas.
Para que a sua filtragem biológica continue sempre eficiente, de seis em seis meses retire metade da cerâmica do seu filtro e deixe de molho em uma parte de água sanitária em 5 partes de água por umas duas a três horas.
Depois lave-as cerâmicas muito bem com água corrente e ferva (ou jogue água fervendo) para eliminar qualquer resíduo de cloro.
Deixe-as de molho mais uma hora em água com dosagem triplicada de anticloro.
Depois é usá-la novamente.
Isso garantirá uma filtragem biológica sempre ativa e eficiente.
- Lavagem com água do aquário:
Não, pois essa lavagem mensal é apenas superficial e renova o biofilme apenas da superfície externa da cerâmica, fazendo com que os poros internos desta se acumulem em paredes celulares mortas, com o tempo isso provoca o entupimento destes poros devido ao acumulo destas estruturas.
Ao fazer uma lavagem com água sanitária por tempos mais prolongados há a quebra destas estruturas, devido a oxidação e quebra das ligações químicas que compõe a parede celular e das estruturas poliméricas do biofilme. Liberando novamente os poros para uma recolonização, por isso o método é recomendado ser feito apenas com metade das cerâmicas e não com ela toda.
Ao fazer esse tipo de lavagem com metade da cerâmica você não estará acabando com toda a microbiologia do aquário e se os poros da cerâmica estiverem ocupados a maior parte por paredes celulares mortas e depósitos de polissacarídeos e proteínas não irá fazer muita diferença se você limpá-las por completo.
Ainda assim, essa lavagem seria só na superfície externa, pois o formato das cerâmicas são feitos para quebrar o fluxo da água, a água não chegará ao interior das estruturas porosas com força suficiente para arrancar o biofilme (se isso ocorresse não precisaria nem lavar com água do aquário pois um filtro com alta vazão faria o serviço), diferente do filtro de areia fluidizada que o biofilme se forma apenas na superfície externa dos grãos de areia e o tamanho do biofilme é controlado pelo atritos dos grãos de areia.
Sabe porque o filtro de areia fluidizada é extremamente eficiente e necessita de pouca manutenção? É porque o biofilme contido na superfície da areia está em constante renovação, pois ele é desgastado mecanicamente através do atrito dos grãos de areia.
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As chamadas "cerâmicas comuns" possuem, essencialmente, poros fechados que vão, aos poucos, entupindo. Uma vez entupidos, ou você executa a limpeza sugerida pelo Gustavo ou terá apenas a superfície externa do material para colonização, diminuindo drasticamente sua área disponível para colonização.
Certos materiais vítreos especiais como o Siporax não apresentam (ou apresentam muito pouco) os famosos "poros fechados" para entupir - seus poros são, na maioria, poros abertos, permitindo melhor oxigenação interna do biofilme. Por causa dessa circulação, Siporax não entope (ou entope após muito tempo de uso - anos e anos). Outros materiais especiais como o Biomax embora possua uma área colonizável maior que a do Siporax, possui um número maior de poros fechados. Por esse motivo entopem mais rápido que o Siporax. Matrix também é um desses materiais com poucos poros fechados.